Essa é pra quem gosta de HQ's
Com todas as suas peculiaridades e toda sua força de comunicação perante o público local, o mangá não tem concorrentes em seu país de origem. Personagens estrangeiros são publicados lá, mas sem a grande força popular que os produtos locais têm. O grande mercado de leitores japoneses sempre atraiu os olhos das grandes editoras dos EUA, a Marvel e a DC Comics. Batman é o que teve mais versões em mangá. Entre 1966 e 67, uma divertida série de mangás da revista Shonen King e assinadas por Jiro Kuwata (desenhista do Oitavo Homem) mostravam Batman e Robin num clima que abraçava o estilo exagerado e espalhafatoso do live-action estrelado pelo roliço Adam West. Uma compilação foi publicada nos EUA com o título Bat-manga em 2008. Em 2000, veio o mangá de Kia Asamiya (editado no Brasil pela Mythos), autor que também trabalhou com versões japonesas de X-Men e Star Wars. Batman também ganhou uma versão de Katsuhiro Otomo(de Akira) na série de especiais Batman – Pretoe Branco (editado no Brasil pela Panini). O Superman foi o primeiro de todos os super heróis americanos a ser adaptado por um artista japonês para o público local, tendo tido sua versão mangá em 1960, por Tatsuo Yoshida, o criador do Speed Racer. Pelo lado da Marvel, ficaram famosas as versões de Homem-Aranha (por Ryoichi Ikegami) e X-Men (por Hiroshi Higuchi, Koji Yasue, Miyako Kojima, Reiji Hajihara). Ambos foram publicados também no Brasil pela Mythos Editora.
Retirado do livro: CULTURA POP JAPONESA Histórias e curiosidades, Autores: Alexandre Nagado Michel Matsuda Rodrigo de Goes

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